Meu Universo Digital Segurança — Dicionário

Dicionário de Segurança da Informação

Definições para consulta e estudo. Os exemplos são hipotéticos e ilustram conceitos, não relatórios de incidentes reais. Revisão editorial em 05/10/2026.

Índice alfabético de termos

APT (Advanced Persistent Threat)

Ameaça com capacidade de manter acesso e perseguir objetivos por longo período, adaptando suas técnicas. Costuma estar associada a grupos organizados; não é necessariamente estatal nem um único ataque.

Exemplo hipotético: Uma equipe defensiva investiga acessos discretos que persistiram após mudanças de senha e busca sinais de movimentação lateral.

Ataque de Força Bruta (Brute Force)

Tentativas repetidas de adivinhar um segredo, como senha ou código. Podem ocorrer contra um serviço online ou contra dados obtidos para análise offline; não precisam testar todas as combinações possíveis.

Exemplo hipotético: Um serviço detecta muitas tentativas de autenticação e aplica limitação, análise de risco e medidas contra abuso.

Autenticação

Verificação de que uma entidade controla os autenticadores associados à identidade apresentada. Responde a quem está acessando; não define sozinho o que essa pessoa ou serviço pode fazer.

Exemplo hipotético: Uma aplicação verifica uma passkey e, depois, consulta separadamente as permissões da conta.

Autorização

Decisão sobre quais recursos e ações uma identidade pode acessar, segundo políticas. Deve ser aplicada no servidor e em cada operação relevante, não apenas na interface.

Exemplo hipotético: Uma API permite consultar somente os documentos pertencentes à conta autenticada ou explicitamente compartilhados com ela.

Backdoor

Mecanismo que permite contornar controles normais de acesso. Pode ser introduzido por malware, alteração indevida de software ou uma funcionalidade de manutenção insegura.

Exemplo hipotético: Uma revisão identifica um caminho de acesso não documentado e a equipe o remove, revoga credenciais e investiga seu uso.

Backup offline e imutável

Uma cópia offline fica desconectada de acesso operacional; uma cópia imutável impede alteração ou exclusão durante uma retenção configurada. São propriedades diferentes, que precisam de controle de acesso e testes de recuperação.

Exemplo hipotético: A equipe restaura uma cópia protegida e verifica se as credenciais de produção não permitem apagá-la.

Blue Team

Equipe ou função defensiva que melhora a proteção, monitora eventos e participa da detecção, resposta e recuperação de incidentes.

Exemplo hipotético: Analistas validam um alerta, contêm o acesso comprometido e ajustam a detecção para reduzir recorrência.

BOLA/IDOR

BOLA é falha de autorização em nível de objeto; IDOR descreve referências diretas a objetos usadas sem controle adequado de acesso. Identificadores imprevisíveis e rate limiting não substituem autorização por objeto.

Exemplo hipotético: Um teste autorizado confirma que conhecer o identificador de outro documento não permite abri-lo.

Botnet

Conjunto de dispositivos comprometidos controlados de forma coordenada, usado em atividades como DDoS, envio de spam ou outras operações maliciosas.

Exemplo hipotético: Uma organização identifica dispositivos IoT que se comunicam com uma infraestrutura de comando suspeita e os isola.

CIA: confidencialidade, integridade e disponibilidade

Três objetivos fundamentais: restringir divulgação indevida, preservar dados e processos contra alteração não autorizada e garantir acesso quando necessário. Outros objetivos, como autenticidade e responsabilização, também podem ser relevantes.

Exemplo hipotético: Um sistema protege dados pessoais, detecta alterações indevidas e possui procedimentos de recuperação de serviço.

Credential Stuffing

Tentativas de usar credenciais obtidas em outros vazamentos em serviços diferentes, explorando reutilização de senhas. Difere de tentar adivinhar uma senha por força bruta.

Exemplo hipotético: Um serviço reconhece padrões de reutilização de credenciais e combina autenticação forte, análise de risco e controles contra abuso.

Criptografia pós-quântica (PQC)

Algoritmos executados em computadores convencionais e projetados para resistir a ataques de computadores quânticos. Não é criptografia quântica; migração exige inventário, interoperabilidade e agilidade criptográfica.

Exemplo hipotético: Uma equipe identifica onde usa algoritmos vulneráveis e planeja atualização para padrões adequados ao seu ambiente.

CSIRT (Computer Security Incident Response Team)

Equipe com responsabilidades definidas para coordenar tratamento de incidentes, incluindo preparação, análise, resposta e articulação com outras partes. Pode ser interna ou atender uma comunidade.

Exemplo hipotético: A organização aciona seu CSIRT, que coordena contenção, preservação de evidências e comunicação com responsáveis.

CVE (Common Vulnerabilities and Exposures)

Identificador e registro públicos para uma vulnerabilidade divulgada, no formato CVE-ano-número. O programa é internacional e usa organizações autorizadas, chamadas CNAs, para atribuir identificadores e publicar registros. Nem toda fraqueza recebe um CVE.

Exemplo hipotético: Fornecedor e equipe de operação usam o mesmo identificador para relacionar o aviso de segurança à versão afetada.

CVSS (Common Vulnerability Scoring System)

Padrão para descrever características e severidade técnica de vulnerabilidades, com pontuação de 0 a 10. As faixas são: nenhuma (0), baixa (0,1–3,9), média (4,0–6,9), alta (7,0–8,9) e crítica (9,0–10,0). Registre versão, vetor e contexto; CVSS não é sozinho uma medida de risco do negócio ou prova de exploração.

Exemplo hipotético: Uma equipe considera a severidade junto com exposição do serviço, criticidade dos dados e evidência de exploração antes de definir prioridade.

CWE (Common Weakness Enumeration)

Catálogo de tipos de fraqueza em software e hardware. CWE descreve uma classe de problema; CVE identifica um registro de vulnerabilidade específica.

Exemplo hipotético: Uma revisão classifica a ausência de autorização como um tipo de fraqueza e corrige o padrão em diferentes endpoints.

DDoS (Distributed Denial of Service)

Negação de serviço distribuída: múltiplas origens consomem recursos de rede ou aplicação para prejudicar a disponibilidade. Pode ocorrer por volume de tráfego ou por requisições que demandam processamento.

Exemplo hipotético: Um site aciona proteção de borda e coordena mitigação com o provedor após observar tráfego distribuído anormal.

DLP (Data Loss Prevention)

Controles para identificar e reduzir divulgação ou movimentação indevida de dados sensíveis, segundo políticas. Podem atuar em endpoints, rede ou nuvem e exigem classificação e ajuste.

Exemplo hipotético: Uma política impede compartilhar um documento restrito com um destinatário externo e encaminha a exceção para revisão.

EDR/XDR

EDR apoia detecção, investigação e resposta em endpoints. XDR correlaciona sinais de várias fontes, como endpoints, identidade e rede; capacidades variam entre soluções e não eliminam a necessidade de análise.

Exemplo hipotético: Uma equipe relaciona execução suspeita no dispositivo a uma sessão de identidade e decide pela contenção.

Engenharia Social

Manipulação de pessoas ou processos para obter acesso, informação ou uma ação indevida. Pode explorar urgência, autoridade, confiança ou canais de comunicação, com ou sem apoio de IA.

Exemplo hipotético: A equipe confirma uma solicitação de mudança de conta bancária por um canal independente antes de autorizá-la.

EPSS (Exploit Prediction Scoring System)

Estimativa probabilística, atualizada diariamente, de exploração de uma CVE no mundo real nos próximos 30 dias. Usa valores de 0 a 1; não mede severidade nem comprova que um ambiente específico foi atacado.

Exemplo hipotético: A equipe combina EPSS, CVSS, CISA KEV e exposição dos ativos para priorizar correções.

Excesso de autonomia (Excessive Agency)

Risco de sistemas com IA executarem ações indevidas porque recebem funções, permissões ou autonomia além do necessário. Limites técnicos e aprovação humana para ações sensíveis reduzem esse risco.

Exemplo hipotético: Um agente pode preparar uma proposta, mas precisa de uma aprovação autorizada antes de publicar ou excluir dados.

Exploit

Técnica ou código que aproveita uma vulnerabilidade. Sua existência não significa que todos os sistemas estejam afetados nem que a exploração tenha ocorrido naquele ambiente.

Exemplo hipotético: Um aviso do fornecedor leva a equipe a verificar exposição e aplicar a correção em vez de executar código desconhecido.

FIDO2/WebAuthn e passkeys

FIDO2 combina padrões de autenticação com chave pública; WebAuthn é a interface usada por aplicações web. Passkeys são credenciais FIDO vinculadas ao serviço, resistentes a phishing. Podem ser sincronizadas ou vinculadas a um dispositivo; recuperação e proteção dos dispositivos continuam importantes.

Exemplo hipotético: Uma pessoa entra no serviço com uma passkey, e a aplicação recebe uma prova criptográfica sem receber a biometria usada localmente.

Firewall

Controle que permite ou bloqueia tráfego segundo regras e contexto disponíveis. Pode operar em rede, host ou aplicação; não substitui autenticação, autorização nem atualização de software.

Exemplo hipotético: O acesso ao banco é permitido apenas para o serviço que precisa utilizá-lo e para a administração autorizada.

Hardening

Redução da superfície de ataque e fortalecimento de configurações: remover serviços desnecessários, limitar privilégios, atualizar componentes e definir padrões seguros.

Exemplo hipotético: Um servidor usa chaves SSH, restringe administração, remove serviços não utilizados e mantém registro das mudanças.

Hash e armazenamento de senhas

Hash transforma uma entrada em um resumo; não é criptografia reversível. Senhas devem usar funções próprias para derivação e armazenamento, com salt e parâmetros adequados, não um hash rápido isolado.

Exemplo hipotético: A aplicação utiliza uma função específica de armazenamento de senhas e verifica a senha sem guardar seu texto original.

Honeypot

Recurso controlado que simula um alvo para observar atividades suspeitas. Deve ser isolado, monitorado e tratado conforme regras de privacidade e contenção, pois também pode ser comprometido.

Exemplo hipotético: Uma equipe usa um serviço simulado em ambiente separado para estudar padrões de tentativas de acesso sem expor produção.

IDS/IPS (Intrusion Detection/Prevention System)

IDS identifica sinais de intrusão e gera alertas; IPS pode bloquear tráfego conforme políticas. A cobertura depende de sensores, regras, visibilidade e configuração; falsos positivos e negativos são possíveis.

Exemplo hipotético: Um alerta de rede é correlacionado com logs do endpoint antes de a equipe decidir pela contenção.

IOC (Indicator of Compromise)

Artefato ou observação que pode indicar comprometimento, como um hash de arquivo, domínio ou padrão de log. É necessário avaliar contexto, confiabilidade e falsos positivos.

Exemplo hipotético: Um domínio observado em inteligência de ameaças aparece em logs e a equipe verifica o processo que realizou a conexão.

KEV (Known Exploited Vulnerabilities)

Catálogo da CISA com vulnerabilidades que atendem critérios de inclusão, incluindo evidência de exploração conhecida. Não é uma lista de todas as falhas nem um ranking de CVSS. Prazos mandatórios do catálogo têm um escopo regulatório específico nos EUA.

Exemplo hipotético: Uma CVE do catálogo está presente em um serviço exposto e a equipe prioriza sua correção conforme o risco local.

LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais)

Lei brasileira que regula tratamento de dados pessoais, incluindo princípios, bases legais, direitos e responsabilidades. Segurança é parte dessas obrigações; conformidade não se resume a consentimento ou criptografia.

Exemplo hipotético: Uma organização limita dados coletados, documenta sua finalidade e atende solicitações dos titulares conforme as regras aplicáveis.

Malware

Software ou código destinado a ações maliciosas, como roubo de informação, alteração de sistemas, persistência ou indisponibilidade. Inclui diferentes famílias, com comportamentos que podem se sobrepor.

Exemplo hipotético: A proteção de endpoint identifica comportamento suspeito e a equipe verifica evidências e isola o dispositivo afetado.

Menor privilégio

Conceder a pessoas e serviços somente permissões necessárias às suas tarefas, com revisão e limites de duração quando adequados. Reduz impacto de erros e comprometimentos.

Exemplo hipotético: Uma automação consulta dados com acesso de leitura e não recebe permissão para alterar ou excluir o banco.

MFA (Multi-Factor Authentication)

Autenticação que combina fatores independentes, como algo que você sabe, possui ou é. Duas senhas não são dois fatores. Nem todo método é resistente a phishing: códigos TOTP e SMS podem ser capturados, e sessões também podem ser roubadas.

Exemplo hipotético: Uma conta administrativa usa uma chave FIDO2 com verificação do usuário e um processo de recuperação protegido.

MITM/AiTM (Man/Adversary-in-the-Middle)

Ataque em que um adversário se posiciona entre partes de uma comunicação para observar ou alterar dados. Phishing por proxy também pode capturar sessões; TLS com validação correta e autenticação resistente a phishing reduzem riscos distintos.

Exemplo hipotético: Um usuário rejeita um aviso de certificado inválido e acessa o serviço pelo endereço oficial em vez de prosseguir pela conexão suspeita.

OAuth 2.0 e OpenID Connect (OIDC)

OAuth 2.0 trata de autorização delegada por tokens; OIDC acrescenta uma camada de autenticação e identidade. Tokens têm escopo, audiência e validade e devem ser validados pelo destinatário; OAuth sozinho não é um protocolo de login.

Exemplo hipotético: Uma aplicação usa OIDC para autenticar a pessoa e OAuth para acessar uma API com as permissões concedidas.

Patch

Atualização que corrige falhas ou problemas de software. A aplicação deve considerar exposição, exploração conhecida e impacto, com validação e plano de retorno; mitigações temporárias não substituem permanentemente uma correção disponível.

Exemplo hipotético: Após atualizar um componente, a equipe confirma a versão corrigida, testa o serviço e registra o resultado.

Pentest (Penetration Testing)

Avaliação técnica autorizada, com escopo, limites, regras e tratamento de evidências definidos, para verificar a segurança de um ambiente. O resultado é uma fotografia do escopo e período testados, não garantia de ausência de falhas.

Exemplo hipotético: Um teste autorizado valida se a API impede acesso a objetos de outras contas e documenta a correção necessária.

Phishing

Engenharia social por mensagens, chamadas ou páginas que induzem a divulgar informação, instalar algo ou realizar uma ação. Pode usar identidade visual convincente, QR codes ou conteúdo gerado por IA.

Exemplo hipotético: Uma pessoa recebe um pedido inesperado de autenticação e verifica a solicitação no aplicativo oficial sem usar o link da mensagem.

Prompt Injection

Tentativa de alterar o comportamento de um modelo ou agente por instruções em entradas não confiáveis, inclusive documentos e respostas de ferramentas. Prompts de sistema não substituem autorização, isolamento e validação de saídas.

Exemplo hipotético: Um documento externo contém um pedido para mudar a tarefa, mas a automação não recebe permissões para executar ações fora do escopo aprovado.

Ransomware

Malware que bloqueia acesso a sistemas ou dados, frequentemente por criptografia, para exigir resgate. Pode acompanhar roubo de dados e extorsão; extorsão por vazamento também pode ocorrer sem ransomware. Pagamento não garante recuperação.

Exemplo hipotético: Uma organização contém o incidente, investiga a exposição e recupera serviços a partir de cópias verificadas e protegidas.

Red Team

Equipe que conduz exercícios autorizados e orientados a objetivos, simulando comportamentos adversários para avaliar controles, detecção e resposta. Esse trabalho é chamado red teaming e difere de um pentest focado apenas em encontrar vulnerabilidades.

Exemplo hipotético: Um exercício previamente autorizado testa se a organização detecta e contém uma tentativa simulada de acesso a dados críticos.

RTO/RPO

RTO é o objetivo de tempo para recuperar uma atividade ou serviço; RPO é o objetivo de perda tolerável de dados expresso em tempo. São metas de continuidade a validar em testes, não garantias automáticas do backup.

Exemplo hipotético: O negócio define quanto tempo pode ficar indisponível e quais dados pode perder, e a equipe testa se a recuperação atende às metas.

SAST, DAST e SCA

SAST analisa código ou representações sem executar a aplicação; DAST testa a aplicação em execução; SCA identifica componentes e exposição a vulnerabilidades e licenças. São técnicas complementares, com limites e falsos positivos.

Exemplo hipotético: Um pipeline combina análise estática, revisão de dependências e testes dinâmicos autorizados antes de liberar uma mudança.

SBOM (Software Bill of Materials)

Inventário estruturado de componentes e versões de um software, útil para rastrear dependências e avaliar exposição. Não comprova sozinho segurança, proveniência ou ausência de falhas.

Exemplo hipotético: Após um aviso de vulnerabilidade, a equipe usa o inventário para localizar produtos que incluem o componente afetado.

SEO Poisoning

Manipulação da visibilidade em mecanismos de busca para levar pessoas a conteúdo malicioso ou fraudulento. Anúncios maliciosos podem ter objetivo semelhante, mas não são a mesma técnica.

Exemplo hipotético: Uma pessoa procura um instalador e confirma o endereço do fornecedor por um canal oficial antes de baixar.

SIEM (Security Information and Event Management)

Plataforma que centraliza e analisa eventos de segurança para apoiar investigação e detecção. A utilidade depende da qualidade dos dados, regras, contexto e atuação da equipe; correlação não prova sozinha um incidente.

Exemplo hipotético: Analistas relacionam autenticação incomum e acesso a dados sensíveis e verificam se há atividade legítima ou comprometimento.

SSRF (Server-Side Request Forgery)

Falha que permite influenciar requisições feitas pelo servidor para destinos indevidos. Restrições de destino, validação adequada e controles de rede ajudam a evitar acesso a serviços internos ou metadados.

Exemplo hipotético: Uma aplicação aceita apenas destinos autorizados para buscar conteúdo externo e bloqueia acesso a redes internas.

Supply-Chain Attack

Comprometimento de um fornecedor, processo ou componente da cadeia de fornecimento para atingir organizações que dependem dele. Pode envolver software, atualizações, serviços ou ambientes de build.

Exemplo hipotético: Uma equipe verifica a origem e integridade de uma atualização e limita permissões de componentes de terceiros.

Threat Intelligence

Informação analisada e contextualizada sobre ameaças, atores, capacidades e comportamentos, usada para apoiar decisões. A qualidade depende de origem, atualidade e relevância; uma lista de indicadores não substitui análise.

Exemplo hipotético: Um relatório confiável orienta a revisão de controles e regras de detecção para técnicas relevantes ao setor da organização.

TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos)

Descrevem objetivos, formas de agir e implementações específicas de adversários. Frameworks como MITRE ATT&CK organizam comportamentos observados e ajudam a planejar detecção e defesa.

Exemplo hipotético: Uma equipe mapeia sinais de uso indevido de contas válidas e testa se os controles detectam esse comportamento.

VPN (Virtual Private Network)

Conexão privada lógica que normalmente protege tráfego entre pontos por criptografia. Sua proteção depende do protocolo, configuração e endpoints; não garante anonimato nem protege automaticamente contra phishing ou um dispositivo comprometido.

Exemplo hipotético: Administradores acessam serviços internos por uma rede privada com políticas de acesso, sem considerar a rede por si só uma autorização.

Vulnerabilidade

Fraqueza em software, configuração, hardware, processo ou controle que pode contribuir para comprometer a segurança. Nem toda vulnerabilidade tem CVE, e sua presença não comprova exploração.

Exemplo hipotético: Uma revisão encontra falta de autorização por objeto em uma API e corrige o controle no servidor.

WAF (Web Application Firewall)

Controle que inspeciona tráfego de aplicações web para aplicar regras de proteção. Pode reduzir exposição e oferecer mitigação temporária, mas não corrige a causa de uma vulnerabilidade nem substitui autorização no código.

Exemplo hipotético: A equipe usa uma regra temporária enquanto prepara, testa e aplica a correção definitiva da aplicação.

Zero Trust

Abordagem que não concede confiança implícita apenas por localização na rede ou propriedade do dispositivo. Acesso a recursos considera identidade, contexto, menor privilégio e avaliação de risco; não é um produto único nem exige pedir MFA em cada requisição.

Exemplo hipotético: Um serviço valida identidade e permissão para o recurso solicitado e reavalia o acesso quando o risco muda.

Zero-Day

Vulnerabilidade para a qual o responsável pela correção ainda não teve oportunidade de disponibilizar uma solução adequada, frequentemente desconhecida do fornecedor quando começa a ser explorada. Controles em camadas podem reduzir o impacto; não significa ausência de qualquer defesa.

Exemplo hipotético: A organização aplica contenção e monitoramento recomendados por fontes confiáveis enquanto aguarda e valida a correção.

Referências

Glossário não exaustivo — consulte as fontes oficiais para detalhes e a versão vigente de cada referência.

Identidade, vulnerabilidades e resposta

Desenvolvimento seguro e Brasil

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